Blog
Mulher estudando português para concurso em mesa

15 dúvidas comuns de português para concurso + 4 dicas

Estudar português para concurso público parece um pesadelo. São muitas regras que não seguimos no dia a dia, mas precisamos usar na prova para garantir uma aprovação. 

Também não ajuda muito que a língua mostrada na gramática parece pouco natural e impossível de decorar. No entanto, não há motivo para tanto desespero

Mesmo que português tenha um peso alto na maioria das provas, estudar para essa matéria não é tão difícil quanto se imagina.

Para ajudá-lo em seu plano de estudos de português, selecionamos algumas das dúvidas que mais confundem os concurseiros, seja na hora de responder às perguntas da prova de português ou para escrever uma redação para concurso público.

E mais: ao final, você verá dicas para ficar ainda mais afiado nessa matéria. 

Continue lendo e tire suas dúvidas!

15 dúvidas comuns de português para concurso

  1. “Em vez de” ou “ao invés de”?
  2. Faz” ou “fazem”?
  3. “Esquecer-se” ou “esquecer-se de”?
  4. “Ao encontro de” ou “de encontro a”?
  5. “Através” ou “por meio”?
  6. “A meu ver” ou “ao meu ver”?
  7. “A princípio” ou “em princípio”?
  8. “Se não” ou “senão”?
  9. “Onde” ou “Aonde”?
  10. “A” ou “há”?
  11. “Há dois dias” ou “há dois dias atrás”?
  12. “Precisa-se” ou “precisam-se”?
  13. “Tem” ou “têm”?
  14. “Prefiro…do que” ou “prefiro…a”?
  15. “A nível de” ou “em nível de”?

Explicaremos cada uma dessas dúvidas a seguir.

1. “Em vez de” ou “ao invés de”?

As duas expressões são parecidas e, às vezes, parecem significar a mesma coisa, mas não é bem assim. 

“Ao invés de” só pode ser usado quando há uma oposição clara e direta, como em “Ao invés de sair, ficamos em casa”. Aqui uma decisão é oposta à outra.

“Em vez de” é usado quando há uma substituição, e não uma oposição. Por exemplo: “Em vez de pegar o guarda-chuva, eu peguei um casaco”. Neste exemplo não existe uma oposição, apenas algo foi substituído. 

De qualquer forma, “em vez de” pode ser usado no lugar de “ao invés de” também, por isso, sempre prefira seu uso para não correr o risco de errar.

2. “Faz” ou “fazem”?

A conjugação do verbo fazer deixa muitas pessoas confusas quando ele se refere ao tempo decorrido. “Faz dois meses” ou “Fazem dois meses”? 

A resposta é simples: se “fazer” for impessoal, ou seja, não tiver sujeito, ele sempre fica no singular. Por isso, “faz dois meses que trabalho aqui” estaria certo.

3. “Esquecer-se” ou “esquecer-se de”?

Outra dúvida comum para quem estuda português para concurso é sobre o uso de “esquecer-se” ou “esquecer-se de”.

Quando o verbo “esquecer” é pronominal, ou seja, acompanhado do pronome “se”, sempre usamos “de” para complementar. Quando não há o pronome “se”, o complemento não é usado.

Por exemplo, “ele se esqueceu do casaco”, ou “ele esqueceu o casaco”.

4. “Ao encontro de” ou “de encontro a”?

Essas duas expressões são muito parecidas e causam muitas dúvidas em quem estuda o português básico para concursos, mas significam coisas muito diferentes. 

“Ao encontro de” é usado quando duas coisas estão em harmonia, enquanto “de encontro a” significa “ao contrário de”.

Por isso, “minha opinião vai ao encontro da sua” significa que as duas pessoas estão concordando. 

Agora, “minha opinião vai de encontro a sua” significa que tais pessoas estão discordando sobre o assunto.

5. “Através” ou “por meio”?

Muitas pessoas acreditam que essas duas expressões são substituíveis quando estudam português para concurso. 

Na verdade, de acordo com a gramática, “através” só pode ser utilizado quando houver a ideia de atravessar, como em “eles viajaram através do estado”. 

Se você quiser dizer “por intermédio”, deve usar “por meio”: “eles conversavam por meio de mensagens”.

Usar o advérbio “através” com um sentido diferente de “atravessar” pode soar estranho, além de estar incorreto.

6. “A meu ver” ou “ao meu ver”?

Essa é uma expressão fixa: é sempre “a meu ver”. 

“Ao meu ver” está errado, então nunca a use na hora de escrever uma redação!

7. “A princípio” ou “em princípio”?

Mais uma vez, essas duas expressões são parecidas e parecem substituíveis, mas significam coisas bem diferentes.

 “A princípio” é um equivalente de “de início”: “A princípio, pensamos que ele estava em casa”.

“Em princípio”, por outro lado, é um equivalente de “em tese”: “Em princípio, devemos sair agora para chegar a tempo”.

8. “Se não” ou “senão”?

Essa é ainda mais difícil para quem estuda ortografia para concursos, porque a única diferença é o espaçamento. 

“Se não” é usado em condições. Exemplo: “Se não terminarmos agora, podemos terminar amanhã”. 

Por outro lado, “senão” significa “a não ser”: “Ela não fazia nada senão dormir”.

9. “Onde” ou “Aonde”?

Apesar de serem parecidas, essas duas palavras têm uma diferença sutil: “onde” é um lugar onde algo está, como na frase “onde você estuda?”. 

“aonde” indica movimento e é um lugar para onde se vai: “Ainda não sabemos aonde vamos”.

10. “A” ou “há”?

Ilustração de mulher em dúvida sobre português para concurso

Quando se usa cada uma dessas palavras? O verbo haver é usado para indicar tempo no passado: “Estudo aqui há 3 anos”. 

O “a” é usado para indicar futuro ou distância: “A reunião é daqui a dois dias”.

11. “Há dois dias” ou “há dois dias atrás”?

Apesar de ser muito usado na fala, “há dois dias atrás” é uma redundância. Se tem o “há”, já está marcado que foi no passado e, por isso, não é preciso usar o “atrás”

Então, a forma certa no português é “há dois dias, fiz uma viagem inesquecível”.

12. “Precisa-se” ou “precisam-se”?

Nesse caso, a partícula “se” torna o sujeito indeterminado e não temos como concordar o verbo com um sujeito indeterminado. 

Por isso, ele permanece no singular: “Precisa-se de voluntários”.

13. “Tem” ou “têm”?

Essas duas palavras são, na verdade, conjugações do mesmo verbo. 

“Tem” é o verbo “ter” conjugado na terceira pessoa do singular: “Ele tem”, “ela tem”. 

Já o “têm” é o verbo “ter” conjugado na terceira pessoa do plural: “Eles têm”, “elas têm”. 

Por isso, dependendo da frase, os dois podem estar certos, desde que conjugados adequadamente.

14. “Prefiro…do que” ou “prefiro…a”?

Apesar de no dia a dia dizermos frases como “eu prefiro morango do que banana”, essa não é a forma gramaticalmente correta de regência do verbo “preferir”. 

Na verdade, esse verbo pede a preposição “a”: “Eu prefiro morango a banana”.

15. “A nível de” ou “em nível de”?

Por último, outra expressão que traz sempre confusão na prova de português para concurso. 

“Em nível de” significa “no âmbito”, como em “os estudos serão feitos em nível de análise”. 

Por outro lado, “a nível de” significa “na mesma altura”, como quando dizemos que algo está “ao nível do mar”.

Gostou? No YouTube também é possível encontrar inúmeros vídeos explicando erros comuns de português:

Agora que você já conhece os erros mais comuns de ortografia para concursos, vamos mostrar dicas para manter o seu conhecimento afiado. 

Antes, se a sua maior preocupação é a redação, indicamos a leitura do artigo “Redação para concurso público: 7 dicas para escrever textos melhores”.

Além das dicas de português, você terá acesso a outras informações importantes para alcançar uma boa nota.

4 dicas para aprimorar seu conhecimento em língua portuguesa

1. Invista em boas gramáticas

Gramáticas da língua portuguesa serão seus melhores guias para tirar dúvidas pontuais do idioma e parte essencial do material de estudo para concursos

Alguns editais indicam a gramática que os concurseiros devem usar. Caso o seu não indique, procure por uma gramática recente.

Além da gramática a ser usada, algumas bancas organizadoras de concurso também podem ter diferenças sobre a forma de cobrar seu conhecimento sobre português. 

Para se preparar para esses casos, você também pode acessar os artigos:

2. Saiba o básico

O estudo de um idioma pode ser dividido em algumas categorias. Dentre as que caem na prova, temos:

  • morfologia: estrutura e classificação de palavras;
  • sintaxe: disposição de palavras para formar uma frase, um parágrafo ou um discurso;
  • semântica: significado das palavras.

Saber disso já é uma ótima forma de organizar seus estudos. Contudo, você também pode estudar outros conceitos de português básico para concursos: o que é um verbo? O que é um advérbio? O que é um adjunto adnominal?

Se as respostas para essas perguntas estiverem na ponta da língua, então você está no caminho certo.

3. Leia muito

Ilustração de homem segurando livros de português para concurso

Ainda que você possa estudar ortografia para concursos da mesma forma que estuda outras matérias, lembre-se de que o melhor jeito de aprender um idioma é estar em contato frequente com ele. 

Por isso, se você quer saber mais do português formal e gramaticalmente correto, leia muito, mas escolha fontes confiáveis como jornais, revistas ou livros.

4. Tenha em mente que a língua portuguesa evolui

Você pode pegar uma questão formulada em 1980 para estudar matemática, porque suas regras não mudaram desde então.

No entanto, para estudar português para concurso, uma prova do começo dos anos 2000 já está defasada. Isso porque algumas regras gramaticais se adaptaram aos novos tempos, a ortografia mudou e, em geral, já não falamos exatamente a mesma língua. 

Então, sempre procure por materiais de estudo mais recentes e busque revisar os temas estudados.

 

Estudar português para concurso não é um bicho de sete cabeças. Afinal, você já fala esse idioma. Por isso, deixe os receios de lado e foque em aprender mais sobre sua língua materna. Seu esforço será recompensado com uma aprovação!

É verdade que as dificuldades no caminho da aprovação são enormes. Entretanto, elas podem ser contornadas quando você tem as ferramentas corretas ao seu alcance.

Saiba que você não precisa, e nem deveria, tentar fazer tudo sozinho. Facilite a sua vida usando uma tecnologia como a do aplicativo Estudaqui.

Em poucos segundos, o app monta seu ciclo de estudo perfeito personalizado, sem você precisar ter qualquer trabalho. 

Confira no vídeo abaixo o que é um ciclo de estudo e como fazer um: 

E isso não é tudo! O Estudaqui ainda permite:

  • controlar o tempo de estudo de maneira simples e fácil;
  • acompanhar as porcentagens de acerto em qualquer celular ou tablet;
  • ver relatórios de conclusão de estudo e avanços do conteúdo;
  • rever o histórico de tudo o que foi estudado;
  • tomar ações para melhoria de desempenho com ajuda da melhor tecnologia de estudo do mercado.

Acesse o site e conheça o Estudaqui: estudo perfeito na palma da mão.

Você sabia que os fundadores e sócios da Estudaqui foram aprovados nos melhores vestibulares (USP/FUVEST, UFSCar, UNIFESP, etc.) e também nos melhores concursos do Brasil (Auditor Fiscal de SP, do MT, do ES, etc.)?

E tem mais: o projeto da Estudaqui foi validado por eles em alguns dos melhores cursos de empreendedorismo do mundo (Stanford, UC Berkeley e Draper University), no Vale do Silício, na Califórnia.

 

Gostou de conhecer os erros comuns de português e das dicas para desenvolver seu conhecimento? Fique à vontade para compartilhar o artigo em suas redes sociais.

Um abraço, Thiago Magalhães.

Ver todos os artigos de Thiago Magalhães