Felicidade e serviço público - é possível ser feliz após o concurso

Felicidade e serviço público: é possível ser feliz após o concurso?

Se você está estudando para concursos públicos, certamente deve pensar que eu “endoidei” com o título desse artigo. Afinal, a maioria dos concurseiros acreditam que a sua aprovação será a chave da felicidade. Dessa forma, uma combinação de felicidade e serviço público seria inquestionável!

Mas, por outro lado, há uma ideia de que ingressar na carreira pública é, de certa maneira, abrir mão de muitos sonhos e da liberdade para realizá-los.

Essa visão – um tanto pessimista – é muitas vezes apresentada aos concurseiros por amigos, familiares e outras pessoas próximas.

Essa imagem é reforçada, ainda por cima, pela visão que temos de repartições lotadas, com funcionários sérios e mal-humorados fazendo atendimento ao público.

Fato é que a combinação felicidade e serviço público é relativa: não é nenhum pesadelo como muitos que desconhecem o setor acreditam, mas também não é um mar de rosas. Ser servidor público exige muita resiliência, paixão e fé pela profissão escolhida.

Para debater felicidade e serviço público, nada melhor do que ouvir quem conhece a fundo o mundo dos concursos públicos.

Pensando nisso, convidei os mentores de concursos Felipe Lima, Gerson Aragão e Fernando Mesquita para falar sobre felicidade e serviço público. Confira!

Faço apenas uma breve pausa no artigo para deixar claro que eu, Alexandre Meirelles, não tenho qualquer relação com a Estudaqui e que não ganho nada ao escrever esses artigos e nem ao indicar o aplicativo Estudaqui. Indico o aplicativo e apoio o site porque gosto e porque eles são realmente os melhores do mercado no que fazem, são de longe a melhor opção!

“Você passou tantos anos estudando para o seu curso… agora vai estudar para concursos?”

Se tem uma frase que quase todo concurseiro já ouviu foi “Poxa, mas você passou cinco anos estudando para Odontologia/Publicidade/Administração/qualquer que seja o curso e agora vai estudar para concurso?”.

É realmente difícil para muitas pessoas entender a escolha de um concursando, principalmente após cursar uma graduação diferente do concurso a ser prestado.

No entanto, é importante não se deixar levar pelos comentários pessimistas e aprender a encontrar a felicidade profissionalmente.

É preciso encontrar prazer no trabalho que você faz, mesmo que seja transitório

Felipe Lima - FotoO master coach Felipe Lima ressalta que hoje, não é incomum vermos as redes sociais bombardeadas por comemorações quando chega a sexta-feira. São muitas a pessoas que ficam felizes em dizer que #sextou.

Entretanto, ele é enfático: se você não gosta de viver de segunda a quinta-feira, você não gosta da sua vida.

Ele acredita que, no serviço público, é possível encontrar felicidade e calmaria diante de algumas reflexões.

Se você está exercendo um cargo de “concurso escada” – ou seja, um intermediário para o concurso que tanto almeja, é importante ser feliz pela tranquilidade que está tendo para continuar perseguindo seus sonhos.

Ele aponta que, para os profissionais que estão no “concurso escada”, é necessário ter cuidado para não “minar” a felicidade.

Isso é, busque sempre ter coragem para continuar estudando para que, assim, você possa alcançar seu sonho e ser feliz.

Felicidade e serviço público é possível, desde que você entenda qual é seu perfil

Gerson Aragão - FotoPara que você não se frustre com as suas escolhas profissionais, o defensor público Gerson Aragão é enfático: “dá para ser feliz, desde que você exclua algumas coisas que você vê que não tem perfil nenhum”.

Ele exemplifica que é feliz na defensoria pública pois neste cargo ele consegue trabalhar com habilidades que gosta e possui, como dialogar e acolher as pessoas.

Já para concurseiros de perfil introspectivo, por exemplo, a defensoria pública não seria fonte de felicidade como é para ele.

Gerson também aponta que a frustração após a aprovação é irrevogável: “é possível fazer outras atividades no horário livre”.

Eu, Alexandre, por exemplo, busco conciliar o serviço público com a minha carreira de mentor de concursos. Sou apaixonado por ajudar pessoas e, assim, sou feliz além do trabalho como Auditor Fiscal.

A grande consultora de concursos Lia Salgado é um exemplo disso! Antes de estudar para concursos, ela mantinha um ateliê de arte. No entanto, a atividade não gerava renda o suficiente para mantê-la e seus quatro filhos.

Logo, para garantir a estabilidade financeira, ela decidiu estudar para concursos. No entanto, depois que passou para fiscal na prefeitura do Rio de Janeiro, ela manteve a atividade artística como lazer.

Gerson também destaca que sempre é possível prestar novos concursos em caso de insatisfação.

Você sabia?

Os fundadores da Estudaqui foram aprovados nos melhores vestibulares (USP/FUVEST, UFSCAR, UNIFESP etc) e também nos melhores concursos do Brasil (Auditor Fiscal de SP, do MT, do ES etc). E o projeto da Estudaqui foi validado por eles em alguns dos melhores cursos de empreendedorismo do mundo (Stanford, UC Berkely e Draper University), no Vale do Silício, na Califórnia.

Conheça nossa história e o aplicativo de estudo da Estudaqui, e também continue lendo :).

Você não precisa deixar de fazer outras coisas que você gosta para ser servidor público

Fernando Mesquita - FotoHoje um dos servidores públicos mais reconhecidos na internet, sobretudo no Youtube, Fernando Mesquita revela que ser servidor público nunca foi seu sonho.

Mas, mesmo seguindo a carreira pública e nela se encontrando, Mesquita reforça que nunca deixou de fazer as coisas que lhe dão prazer: “eu não deixei de escrever, fotografar, filmar e fazer todas as coisas que me motivam”.

No entanto, ele aponta que felicidade e serviço público é uma relação possível, desde que você não abra mão do que te satisfaz.

Além disso, Fernando discorda do ditado que diz que “trabalhe com o que você gosta e você nunca precisará trabalhar na vida”.

Mesmo que você exerça uma carreira que adore, ainda assim você precisará lidar com coisas que não se identifica.

É comum que criemos uma visão de que há o trabalho perfeito – e não existe! “A gente fica buscando aquele trabalho que você irá se deleitar todos os dias – e ele não existe”, explica Mesquita.

É importante lembrar que a dedicação ao trabalho com o serviço público compreende até oito horas do seu dia. E o que você fará com as outras 16 horas?

Felicidade e serviço público é questão de identificação com a profissão, mas também é fruto de encontrar alegria também em hobbies, nos momentos em família e em projetos paralelos.

“Muitas vezes as pessoas depositam toda a sua expectativa de felicidade no emprego, mas as pessoas não devem depositar toda sua expectativa de felicidade em nada e em ninguém”, esclarece Fernando.

Servidores por vocação também precisam entender que o trabalho é só parte da vida deles

Mesmo para aqueles concurseiros por vocação – ou seja, pessoas que “nasceram” para ser policiais, fiscais, bancários, entre outros, é necessário não acreditar que o trabalho define a sua felicidade integralmente.

O trabalho é apenas uma parte da sua vida. Mesmo para as pessoas que são “ultravibrantes” com a sua carreira, elas têm que entender que o trabalho é apenas uma variável na construção da felicidade.

O serviço público te tira um volume de preocupações e problemas

Eu, Alexandre, por estar na carreira pública há mais de 20 anos, posso afirmar que o serviço público abre caminho para a felicidade na medida em que te oferece tranquilidade.

A boa remuneração e a estabilidade acabam com as preocupações com contas, sustento familiar e outros fatores básicos.

No entanto, não é só de sustento que vive o homem! É sempre necessário estar em busca de algo que te proporcione realização pessoal.

O seu trabalho não te impede que você se mexa para realizar outros sonhos. Eu tenho colegas que, além do trabalho de fiscal, também são motociclistas, alpinistas, planejam viagens etc.

Tenha coragem de dar um passo a mais!

Felicidade e serviço público também é questão de ousar. Há vários colegas que estão frustrados em sua profissão por terem tido medo de alçar voos maiores.

Por exemplo, temos na área Fiscal técnicos que, na verdade, desejavam ser analistas, analistas que desejavam ser auditores, mas que nunca deixaram o “concurso escada”.

Eu gosto de fazer uma analogia com a vista do Pão de Açúcar, ponto turístico do Rio de Janeiro – RJ.

Para você ter uma ideia, lá há dois tipos de passeio possíveis de fazer: primeiro, a subida para o Morro da Urca, que é mais fácil e te proporciona uma bela vista.

No entanto, para chegar ao Pão de Açúcar, é necessário enfrentar uma fila para o bondinho, o segundo passeio.

Muitos se contentam com a vista do Morro da Urca, por preguiça de enfrentar o desafio do bondinho. Mas poucos sabem que, do topo do Pão de Açúcar, a vista é ainda mais bonita.

Ou seja, felicidade e serviço público também é questão de inconformismo. Ou seja, se você parar em um estágio que antecede seu sonho, a chance de se frustrar é grande.

Não escolha a área do seu concurso pela facilidade de passar

Felicidade e serviço público também é uma combinação resultante da identificação com o trabalho que você exerce.

Muitas vezes, as pessoas escolhem a área para a qual vão prestar concurso pela facilidade de ser aprovado, e não pela vocação. Isso é um erro!

Não limite o seu sonho pelo nível de dificuldade – proponha-se a lutar pela carreira que te deixará mais realizado.

Você deve tentar ao máximo ser feliz com o que está fazendo hoje!

Fernando Mesquita reforça que é importante você buscar ter uma atitude positiva com o que você exerce atualmente.

Se a insatisfação virar rotina, você dificilmente terá forças para mudar o que te incomoda.

“Se você tenta ser feliz, embora insatisfeito, você terá energia para mudar”, conclui Fernando.

O importante é controlar a ansiedade – seja com ajuda profissional – a fim de ter força para lutar pelos seus sonhos.

Em suma, concluímos que para que felicidade e serviço público seja uma combinação possível, é obrigatório se manter sempre desafiado.

A estabilidade deve ser vista como um bônus, e não como um motivo para estagnação. Além disso, não deposite todas as suas fichas no seu emprego – busque diferentes fontes de satisfação pessoal!

E para finalizar, deixo aqui uma última dica infalível, a qual considero a melhor de todas: saiba que você não precisa tentar fazer tudo sozinho, facilite a sua vida usando uma tecnologia como a do aplicativo Estudaqui.

Em poucos segundos o app monta seu ciclo de estudo perfeito personalizado, sem você precisar ter qualquer trabalho. E isso não é tudo! O Estudaqui ainda permite, automaticamente:

  • controlar o tempo de estudo de maneira simples e fácil;
  • acompanhar as porcentagens de acerto em qualquer celular ou tablet;
  • ver relatórios de conclusão de estudo e avanços do conteúdo;
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Fique à vontade para compartilhar o artigo nas redes sociais.

Um abraço, Alexandre Meirelles.

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